Esse é um “post desabafo”. Talvez um dos poucos (senão o único) que vocês encontrarão aqui.
Sou meio contra “post mimimi“, mas como tenho andei vendo muitas reclamações de blogueiras e leitoras de blog – e porque provavelmente devo estar na TPM rs – achei que valia abordar algumas opiniões sobre coisas que ando vivendo, vendo e lendo pela internet e redes sociais.
Afinal, o que faz um blog diferente de um site de resenhas é a opinião pessoal e a capacidade de ter este veículo para expressá-la, sem restrições.
1- Faço o blog porque gosto e não com o intuito de ganhar dinheiro.
Desde novinha, sempre gostei de produtos de beleza. Começou pelos de cabelo, depois batons e, de uns anos para cá, maquiagem e todo o resto.
Talvez por “pegar da minha mãe” o hábito de querer fazer essas coisas de beleza sozinha, não ficar na dependência de salão a vida toda. Até porque, em certos períodos da vida, não dá mesmo.
Por causa disso, sem querer, sempre fui meio referência das amigas, primas, colegas de trabalho quando queriam saber algo sobre beleza. Não sei porque acontece, acho que “veio de fábrica mesmo”. Deve ser uma espécie de “talento” que devo ter , porque sempre foi assim.
Um dia, de tanto me pedirem opiniões, dar minhas opiniões, decidi criar o blog, para que essas opiniões ficassem arquivadas em algum lugar onde mais pessoas pudessem ver.
As parcerias foram consequência. Não faço autopublicidade, não bajulo empresas (nem pessoas), não sou de fazer média.
[Deve ser por isso que não me acham a pessoa mais simpática do mundo]
Não vivo do blog, aliás, recebo muito pouco se for levar em conta tudo que invisto nele. Tenho um emprego real, que é o que me sustenta e trabalho como toda pessoa normal.
Mas também não é crime querer gerar alguma verba, nem que seja para cobrir os gastos mensais de se ter um blog no ar. Quando não acontece, tiro do meu bolso mesmo, afinal foi algo que me propus a fazer e o problema é meu (rs).
2- Grande parte das coisas que mostro aqui não são propaganda:
Pelo menos 90%. Isso é meio consequência do que disse acima.
Mas o que uma (grande) parte das leitoras de blog decidiu é que blogueira só mostra o que é patrocinado.
Não é o meu caso.
Sou contra práticas ostensivas de propaganda. Então, se está aqui no blog, foi porque eu gostei e tem a ver comigo e com o perfil que quero que o Dazzle tenha.
As lojas, vendedoras parceiras, estão aqui porque confio nos serviços e indico porque compro com elas.
Já era cliente Sépha bem antes de ter a parceria, faço minhas encomendas com a Eviane, uso os pincéis da Sigma…
Sem contar as lojas que indico porque compro mesmo e não porque é jabá (a maioria delas).
Não é porque tem um link aqui que você irá me gerar receita.
Outro dia vi em uma rede social uma menina dizendo que não clica mesmo em banner, nem insere código de ninguém para não dar dinheiro para blogueira.
Esse tipo de pensamento só acontece aqui no Brasil, onde se acha que as pessoas querem obter vantagem em tudo.
Nos EUA e Europa, a maioria das pessoas contribui com doações para blogs e sites, como uma forma de retribuir pelas boas dicas e “serviços prestados”.
Não estou pedindo doações, até porque, como disse, faço o blog porque gosto, não para ganhar dinheiro. Mas também gostaria que vocês, leitoras, entendessem que tem blog que indica quem confia, nem sempre com intuito de ganhar dinheiro ou obter vantagem.
Parcerias com marcas e lojas são válidas até para que possamos mostrar coisas novas. Dinheiro que entra através de propaganda pode ser usado para se adquirir mais coisas bacanas para mostrar aqui.
Tudo bem que tem gente que exagera, mas é só reparar que quem faz blog “no amor” não fica indicando link promocional a cada post, deixa claro que o post é pago, agradece ao parceiro pelo produto enviado. A narrativa, inserção do nome da loja, marca, acaba acontecendo de forma natural e não forçada.
Aqui no Brasil são pouquíssimas as pessoas que podem dizer que “vivem de blog”. E a maioria que diz isso tem excelentes conexões ou foi “adotada”por alguma marca ou portal.
Já que o Brasil tem evoluído tão rápido ultimamente, agindo e pensando da mesma forma grande parte das pessoas dos maiores países capitalistas do mundo está na hora de começar também “pensar fora da caixinha” e parar de achar que todas as blogueiras são vilãs ou estão querendo só se dar bem às custas de quem lê.
A maioria faz por amor mesmo. E como descobrir quem faz nesse estilo? É só vê quem tem blog há mais de um ano, dois e faz blog “autoral”, não só de coisas de propaganda, promoção ou sorteio.
3- Dou minha opinião real sobre o que acho do produto. E ela é uma mera opinião, não a verdade absoluta sobre aquilo.
Marcas mandam coisas para testar? Mandam.
Publico todas? Nem sempre.
Só faço parcerias com quem deixa expressar minha opinião real sobre o produto. Não faço posts pré-formatados por dinheiro. Minha opinião vale muito (pelo menos para mim), mas não pode ser comprada.
Para minha sorte, grande parte das coisas que ganho são boas. Quando não são, digo.
Quando é algo que uma empresa me manda, antes de publicar o post, envio um email para avisar que tal produto não surtiu bom resultado e efeito e que irei publicar a resenha com a minha real opinião – até porque as opiniões negativas podem contribuir para a melhoria dos produtos.
Se a empresa não gostar por dar minha opinião negativa, não publico. Porque se só quer ser elogiada, é sinal que se acha a marca poderosa. Aí “pego nojinho” e não publico de birra mesmo. Detesto gente e marca que se acha..
Não falo de tal marca só porque é hype ou porque tem banner no blog. Se digo que os pincéis da Sigma são bons é porque acho bons mesmo e não para vender.
Toda marca tem produtos bons e ruins – até MAC, Dior, Lancome…
O que fica aqui é a minha opinião. E não a verdade universal. O espaço dos comentários existe para que vocês digam a de vocês. E é a unanimidade ou o contraste entre a minha opinião e a de vocês que faz do blog uma coisa legal.
4- Aqui não ensino nada, mostro o jeito que faço ou me ensinaram…
…O que conheci, vi, o que gosto e repasso à vocês. Cada pessoa (isso vale até as meninas da automaquiagem) que vem aqui ve o que passo e aproveita da maneira mais adequada.
Encaro o que faço aqui como uma “troca” – é isso é o mais legal da vida: trocar experiências e através delas descobrir que algo corriqueiro que faz e você mostra, pode ser dificílimo para outra pessoa e depois que ela te viu fazendo resolve a vida dela de certa maneira.
E o contrário também acontece.
Isso é mais bacana que qualquer propaganda ou produto grátis que possa ganhar tendo o blog.
5- Prefiro qualidade à quantidade…
…Embora tenha muitas coisas.
Tudo começou quando entrei em uma loja de cosméticos no Rio e me apresentaram produtos de marcas boas (e caras). Quando percebi que você poderia obter um efeito bem melhor com este tipo de produto, vi que valia o investimento.
Para ajudar, por alguns anos tive acesso facil aos free shops de fronteira, existe o ebay e amigas que viajam sempre e me trazem os tais produtos de qualidade a preço bons.
[Digam se no meu lugar vocês também não fariam o mesmo?]
Não menosprezo marcas baratas – taí a Vult, linha Intense do Boticário, que não me deixam mentir. Mas assim como nem tudo que reluz é ouro, não é só porque a coisa é baratinha vale ter 30 daquilo.
Tenho muitas coisas, sim. A maioria delas tenho há anos, não apareceram na minha casa de uma hora para outra (rs).
Penso o seguinte: todo mundo tem mania de alguma coisa, não tem? A minha é com produtos de beleza e maquiagem.
Compro a maioria das coisas que tenho. Não ganho coisas da MAC, pincéis da Sigma, como muitas pensam. Compro como qualquer cliente e ainda parcelo as compras, como qualquer pessoa…
Passei da fase louca que querer acumular produtos de querer ter pelo menos um produto de cada coleção MAC.
Estou numa fase de terminar com produtos antigos, comprar coisas para reposição, ou que seja realmente diferentes daquilo que tenho. E coisas que tenham a ver com meu estilo de vida, com o que faço. Para que vou ter uma sombra que brilha no escuro se não vou à night?
(E porque acho feio)
Muita gente pode achar o cúmulo do sem graça a minha cartela de cores. Mas é assim que sou e assim que o blog de certa forma será.
6- Falo muito. E sou prolixa.
Vocês que acompanham o blog acreditam que eu era uma criança super quietinha e calada? Pois é.
Só sei que teve uma idade na minha vida que parece que tomei a pílula do Doutor Caramujo e virei essa tagarela que vocês conhecem hoje.
E tenho um defeito que deve ser consequência da minha profissão (professora): sou prolixa. Gosto de tudo explicadinho e acabo fazendo isso quando vou falar sobre algo. Juro que estou trabalhando nisso, mas acho que deve ser algo genético (haha), porque me lembro que meu pai era meio assim também.
Portanto, leitora, sem querer ser grosseira, se você me acha uma tagarela chata, procure um blog que a faça feliz e seja mais a sua cara.
Não leio blogs que não tenham a ver comigo ou que não goste da blogueira. O grande barato da internet é poder escolher o que te interessa nesse mar de informações.
Sofrer para que?
7- Não posso te emprestar meu cartão de crédito, nem comprar para você no ebay…
Sinto muito para quem faz isso, mas é muito deselegante (para não dizer feio mesmo) você abordar uma pessoa que nem conhece pessoalmente pedindo para que a mesma compre algo que viu num site internacional ou no ebay.
Nem se for para por lucro sobre o valor do produto.
Aliás, isso é feio de se fazer em qualquer situação, a menos que se tenha uma intimidade enorme com a pessoa ou que a mesma ofereça. Mesmo assim, em certas situações ainda deve-se dizer: “Não, obrigada“
Da mesma forma, se a blogueira diz que vai viajar, isso não quer dizer que aceitará encomendas. Quando aceita, ela avisa.
Não é nem por desconfiança das pessoas, mas porque fazer este tipo de coisa gera um desconforto, uma espécie de “coação” que, como você vai sair dessa sem parecer grosseira?
Se você não tem cartão internacional (atualmente é bem mais fácil de se conseguir um), existem outras opções, como as pessoas que trazem encomendas e se dispõem a isso.
“Ah mas ela colocam lucro em cima do produto“. Mas é o ônus que se paga mesmo. Sem contar que vocês não tem idéia do que é o trabalho de aceitar encomendas, o quanto é desgastante. Já fiz isso, até meio por diversão, mas hoje só faria novamente em caso de necessidade extrema, porque haja paciência e disposição para essa tarefa…
8- Você pode – e deve – dar sua opinião, me avisar se cometi algum erro. Mas seja educada, por favor.
Tem leitoras que acham porque leem um blog podem expressar suas opiniões da maneira que bem entendem, mesmo sendo grosseiras. Isso também acontece muito no You Tube.
["Estou lendo, estou dando ibope para ela, tem mais que ouvir minha opinião, qualquer que seja" devem pensar essas pessoas]
“Acho você um saco, seus vídeos um saco, você fala demais.”
‘Você tem muitas coisas, não quer fazer uma doação não?“
“Já que você ganha muitas coisas da MAC, poderia fazer um sorteio, né?“
São apenas alguns exemplos de coisas que já me disseram, aqui no blog e no You Tube. Também já reclamam da minha voz, do meu jeito de falar, até na pronúncia que uso para mencionar certos produtos e marcas já implicaram e corrigiram.
Aproveitando o assunto:
MAC, no Brasil, pode se falar “méc” ou “mac”. No Canadá, terra natal da marca, usa-se as duas pronúncias. É uma sigla (Makeup Art Cosmetics) e não um nome próprio, como Mc Donald’s.
Eu falo “mac” porque acho mais fácil, já que estou no Brasil. Nos EUA usei “méc” porque lá todo mundo diz assim…
A mesma coisa acontece com a Sephora, que fala-se “Seforrá”na França, “Séfora” em Portugal e “Sefóra” nos EUA.
Adote a pronúncia que gostar mais e seja feliz
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Outras marcas, “americanizo” mais ao falar, mas porque sou professora de inglês e acabo falando com sotaque, sai naturalmente, não é para parecer besta…
Não sou contra críticas construtivas, desde que elas acrescentem, para que você melhore e evolua no seu trabalho ou como pessoa.
Criticar só pelo prazer de “gongar” é meio cruel, não é não?!
Isso também vale marcas e empresas que também são meio revoltadinhas quando você não dá a opinião do jeito que esperam, que não falam daquilo como gostariam que fosse falado.
Ah, exigir posts, frequência de postagens é outra coisa que acho o fim. A gente escreve porque gosta. Tenho emprego, casa, marido, um mundo todo aqui fora que existia antes mesmo da internet - e um mundo bem legal, diga-se de passagem.
Faço post quando acho que aquilo é legal de mostrar. Quando não dá, não escrevo. Ou porque às vezes rola um “bloqueio” (acontece)
Quem tem blog não é funcionária de ninguém, a não ser de si mesma. O dia que não der, paro de fazer e deixo o que mostrei até então à disposição para que outras pessoas possam aproveitar.
Meu marido usa uma frase muito boa: “Se você não tem nada de bom para acrescentar, melhor ficar quieto” (isto se aplica ao parágrafo acima e ao abaixo)
Você gostaria de perguntar ao seu namorado (namorada, marido, companheiro, etc): “Fico gorda com essa roupa?” e a pessoa te respondesse: “Tá parecendo gorda, sim”, assim , desse jeito?
Não é porque você tem o direito de expor sua opinião, que precisa dizer o que lhe vem à cabeça da maneira que bem entende. E não é porque está na internet e “ninguém lhe vê”, que pode ser grosseira.
Você seria/é assim na vida real? Porque se você é grosseira na internet e mega educada na vida real, isso diz muito sobre o seu caráter. Aí acho que seria bom repensar suas atitudes.
Muita gente acha que porque fala a verdade, do jeito que quer, está sendo super autêntica, honesta, que isso denota sinceridade e faz dela uma pessoa melhor e mais confiável. Acho um pensamento totalmente equivocado.
Existem maneiras e maneiras de se dizer algo a alguém, mesmo que uma crítica, sem soar ofensivo ou depreciativo. Isso chama-se bons modos, boa educação.
Não é porque na internet as pessoas “não podem nos ver” que podemos torná-la terra de ninguém.
Um mundo com pessoas educadas – em todos os sentidos – com certeza será um mundo menos hostil.
Obrigada a quem aguentou ler até aqui.
Desculpem também caso tenha soado prepotente em alguns trechos. Minha intenção foi desabafar e até fazer com que vocês pudessem me conhecer um pouco mais.
[Sou meio invocada mesmo...rs]
E já que o momento é de sessão desabafo, mais que nunca, usem o espaço dos comentários para dizer o que te irrita no mundo dos blogs e da internet – ou na TV, na novela, no BBB…













Sabe o que acho o cúmulo? Você ter que escrever essas coisas, como pode as pessoas não tem o mínimo de “semancol” , gente se não gosta do que está vendo, não veja mais, se não tem nada de bom pra dizer fique quieta, pra que despejar grosseria e amargura pra cima dos outros. Costumo dizer que isso é falta de um bom tanque de roupa pra lavar, porque quem tem o que fazer não fica incomodando os outros, vejo o blog pra me distrair, conhecer coisas novas, mas parece que tem gente que fica patrulhando pra apontar o dedo, pedir ô gente chata.
[Reply]